Priscilla Arroyo —
Na última reunião do ano, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) elevou, nesta quarta-feira (08), a taxa básica de juros em 1,50 ponto percentual, que passou de 7,75% para 9,25% ao ano. Essa é a sétima alta consecutiva da Selic.
Em meio às incertezas políticas e o lento processo de retomada da economia depois do período de isolamento social, o Banco Central (BC) mantém o ritmo de subida dos juros para controlar a inflação, que acumula alta de 10,67% nos últimos 12 meses.
Vale relembrar que em janeiro, a taxa básica de juros estava em 2% ao ano – o menor patamar da história. Na prática, a alta dos juros tem impacto direto na rentabilidade dos investimentos.
Investimentos com a Selic a 9,25% ao ano
Os investimentos que mais se beneficiam com o aumento da Selic estão no grupo de renda fixa, com destaque para os títulos atrelados ao Certificado de Depósito Interbancário (CDI) e alguns papéis do Tesouro Direto – como o “Tesouro Selic”.
Ou seja, em meio a este ciclo de alta da Selic, os investimentos mais conservadores, em tese, ficam mais atrativos – alguns já entregam retorno de 1% ao mês. No entanto, a inflação deve sempre ser considerada nos cálculos de rentabilidade.
Embora os juros estejam avançando, a inflação oficial do País medida pelo IPCA também segue em elevação. Em outubro, a alta foi de 1,25%.
Como fica o rendimento das aplicações com a Selic a 9,25% ao ano?
*Valores consideram dedução de 17,50% de Imposto de Renda após 12 meses.
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